Diagnóstico e tratamento
Os aneurismas normalmente são detectados após seu sangramento e o sintoma principal é a dor de cabeça e não é qualquer dorzinha. A dor de cabeça por rompimento de um aneurisma costuma ter duas características bem marcantes: é a pior dor de cabeça que a pessoa já teve na vida e a dor já começa nos primeiros segundos com sua intensidade máxima. A dor não vai crescendo, como é o caso de outros tipos comuns de dor de cabeça como a enxaqueca.
São raros os casos em que um aneurisma é descoberto antes do rompimento. Para confirmar o diagnóstico, são necessários exames como a tomografia computadorizada e a angiografia cerebral. Hoje existe uma série de exames avançados e menos invasivos que garantem um diagnóstico precoce. Muitas pessoas que têm dor de cabeça freqüente acabam fazendo o exame e descobrem a doença. Neste caso, a chance de cura é infinitamente maior. Pacientes com história familiar de aneurisma cerebral também devem consultar um especialista na tentativa de um diagnóstico.

Existem duas formas básicas de tratamento: por microcirurgia e por via endovascular.
Quando o aneurisma é descoberto antes do rompimeto, o tratamento deve ser rápido. O tratamento cirúrgico é sempre delicado, devido às dificuldades de acesso ao local sem lesar mais o cérebro, e como manter íntegra a circulação sanguínea da parte antes irrigada pela artéria afetada. Dependendo do local deste aneurisma no cérebro, a cirurgia pode ser mais ou menos arriscada. A equipe de neurocirurgiões deverrá avaliar cada caso.

O processo via endovascular não é possível em todos os casos e geralmente é recomendado em pacientes em que a microcirugia convencional pode acarretar alto risco de vida.
Para a abertura e colocação dos mesmos são necessários aplicadores/pinças. Os clips permanentes permanecem toda a vida implantados no paciente, enquanto os clips temporários (transitórios) visam apenas auxiliar o procedimento cirúrgico, devendo ser retirados após alguns minutos.
Existem diversos modelos e tamanhos, todos em acordo com posicionamento e localização do aneurisma no paciente.

Os clips de titânio apresentam uma maior compatibilidade magnética, até 11 Teslas; enquanto os de cobalto podem ser submetidos com segurança a exames em até 2 Teslas. Os clipes de titânio propiciam ainda um melhor estudo de imagem, devido a baixa presença de ferro em sua composição.
É vedada a reutilização dos mesmos, visto sofrerem perda da força de fechamento após a primeira abertura, preceito este encontrado na Norma ISO 9713:2002.